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Basta olhar para o lado para ver várias pessoas acessando a internet pelo smartphone. A necessidade de manter-nos conectados é tamanha que não ficamos algumas horas sequer sem olhar o WhatsApp, postar uma foto no Instagram e curtir um comentário no Facebook. Gastamos menos tempo desenvolvendo habilidades sociais do que visualizando a tela touchscreen.

Quando falamos em habilidades sociais, seguimos como referência o conceito de Vicente Caballo em “Manual de Avaliação e Treinamento das Habilidades Sociais”. O autor define o termo como o conjunto de comportamentos adequados a um contexto específico como expressar sentimentos, atitudes, desejos, opiniões e respeito. Nossas relações são determinadas por essas habilidades, que nos permitem iniciar e manter interações sociais saudáveis.

Pessoas bem resolvidas no campo das habilidades sociais conseguem manter relações interpessoais satisfatórias. Por outro lado, pessoas dependentes de redes sociais e jogos online podem apresentar prejuízos nas trocas afetivas. Se há dificuldade ao expressar sentimentos, respeitar o outro e emitir opiniões sem agressividade, é possível que nossas habilidades sociais estejam fragilizadas pelo uso excessivo da tecnologia.

Para Caballo, é necessário vivenciar experiências reais para criar laços familiares e de amizade.  As mensagens, fotos e vídeos compartilhados nas redes sociais não excluem a necessidade da audição, tato, olhar e a linguagem corporal presentes no contato físico. Contudo, o que mais acontece é nos sentirmos entediados, apáticos e ansiosos durante o período em que estamos off-line.

Se o tédio nos toma conta quando estamos fora das redes sociais, no momento em que estamos conectados só pensamos em atingir um objetivo: parecer feliz. É isso que o psicanalista italiano radicado no Brasil, Contardo Calligaris, falou em entrevista à Gazeta do Povo, no dia 03 de janeiro de 2016.

Calligaris entende que as redes sociais nos conduzem a confrontar a nossa felicidade com a dos outros. Selecionamos para postagem somente aquelas fotos em que aparecemos sorridentes e compartilhamos apenas as nossas conquistas. Queremos cliques, alcance, parabenização. Entretanto, o psicanalista afirmou que parecer feliz o tempo todo pode tornar-se uma tarefa penosa sobretudo pelo fato de que nos entristecemos ao ver a felicidade dos outros.

Reconhecendo e desenvolvendo as habilidades sociais

Os pesquisadores Almir e Zilda Del Prette, pioneiros nas publicações sobre o assunto no Brasil, dividem as habilidades sociais (HS) em:

HS de Comunicação: Iniciar ou manter uma conversa, fazer perguntas e respondê-las, elogiar, agradecer, receber e dar feedbacks.

HS de Civilidade: Interações curtas como saudar e cumprimentar as pessoas, ser gentil e educado.

HS de Enfrentamento: Habilidade de posicionar-se sobre algum assunto ou situação. Dar opiniões, admitir erros, iniciar e terminar relacionamentos, lidar com críticas e elogios.

HS Empáticas: Reconhecer sentimentos e colocar-se no lugar do outro.

HS de Trabalho: Coordenar equipes, tomar decisões, falar em público e mediar conflitos.

HS de Expressão de Sentimento Positivo: Comportamento bondoso, solidário, capacidade de expressar carinho e de fazer amizades.

Pare e pense como você tem reagido nas situações cotidianas. Você estava de olho no celular quando passou por alguém que precisava de ajuda? Ou, deixou de cumprimentar o colega de trabalho porque estava gravando um áudio no WhatsApp?

O indivíduo pode ter características de bondade, generosidade e assertividade, mas não colocá-las em prática por estar desconectado do mundo real.

Bloqueio do WhatsApp

Você se lembra do dia 17 de dezembro de 2015, quando o WhatsApp foi bloqueado no Brasil por determinação judicial? Durante algumas horas, todas as operadoras de telefonia móvel cortaram o acesso ao aplicativo. O motivo foi que o Facebook, dono do WhatsApp, não cumpriu a ordem de liberar dados que ajudariam em investigações criminais.

Essa situação causou reações diversas nas pessoas que demonstraram indignação e sentiram-se desrespeitadas por estarem “incomunicáveis”. Depressão, ansiedade, frustração, angústia e estresse são sentimentos desencadeados pelo uso excessivo da tecnologia. Isso afeta diretamente a maneira como nos relacionamos com as pessoas à nossa volta.

Bigstock - kalim

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É necessário verificar se a privação da tecnologia está causando sofrimento ao indivíduo e atrapalhando a vida social. Quem não consegue se desligar está em risco de desenvolver transtornos emocionais. A psicoterapia pode ajudar a lidar com essa situação, a partir do desenvolvimento das habilidades sociais.

Fale conosco pelo telefone (41) 9911-0990 ou e-mail rafa.inda@hotmail.com. Atendimento particular e pelo convênio Amil.

Ouça a entrevista da psicanalista Rafaella Inda na Rádio Clube FM:


 

Fonte:

http://www.valordoconhecimento.com.br/blog/habilidades-sociais-o-que-sao/

http://www.psicologiaeciencia.com.br/introducao-ao-conceito-de-habilidades-sociais/

http://www.revispsi.uerj.br/v11n2/artigos/html/v11n2a12.html

http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/o-inferno-e-a-felicidade-dos-outros-edcpu6dtpk9ug476ho8xzrr1t

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