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Como ser ‘multitask’ tem afetado a nova geração

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Bigstock

 

Vira e mexe algum texto se torna viral nas redes sociais falando sobre a geração Y. Na maioria deles, o conteúdo é sempre uma enxurrada de críticas. Como supostamente a geração melhor capacitada e mais criativa que já houve pode estar dando tão errado? O que está acontecendo com estes jovens? “São muitíssimo competentes, mas falta atitude”, é o que mais ouvimos sobre esta geração.

Pela primeira vez na história, cinco gerações dividem – e disputam – o mesmo ambiente de trabalho. Neste cenário, estes jovens ocupam o lugar dos profissionais mais novos, e também, os mais inovadores e bem treinados. Os veteranos se sentem ameaçados por esta alta concorrência tornando-se grandes críticos, e, nem sempre, aliados e companheiros de trabalho.

Por outro lado, a imaturidade, ansiedade e individualidade desta turma tem dificultado a vida profissional e reduzido os impulsos que alguns talentos precisam para despontar. Para muitos, é difícil se livrar da dinâmica da casa dos pais e não se comportar como uma criança mimada no escritório.

Uma geração em que grande parte tem 30 anos e ainda mora na casa dos pais tende a ser menos evoluída emocionalmente. Isso vem acontecendo em todas as classes sociais. E não é certo nem errado, é uma realidade diferente.

Competência x ansiedade

E então como lidar com este duelo inédito no universo profissional? Para começar, a geração Y é também chamada de Millenials e formada por pessoas nascidas entre o início da década de 1980 e o fim dos anos 1990. Não é uma classificação científica, é apenas um critério didático e sociológico validado por especialistas para explicar como a época de chegada ao mundo e a criação influenciam no comportamento e nos tipos sociais de um grupo. Mas claro que nem todo mundo tem este mesmo padrão.

Esta geração foi a primeira a nascer em um mundo tecnológico, de mudanças econômicas rápidas e relativa prosperidade, cenário muito diferente das anteriores. Por tudo isso, eles têm alguns comportamentos mais abrangentes. Só que a multitarefa vem se tornando um terror na vida pessoal e profissional. E isso tem gerado sofrimento e afetado diretamente a produtividade.

Pior do que isso: a multitarefa está afetando o nosso cérebro de forma que só iremos de fato descobrir no futuro. Em um artigo publicado por Clifford Nass, ele discute o fato de que o nosso cérebro não absorve as informações corretamente quando somos “multitarefas”. E isso impacta em pessoas mais estressadas, com menos aprendizado e concentração. Quanto mais multitarefas somos, menos somos capazes de filtrar informações irrelevantes.

Como por exemplo, preocupam-se mais com a diversão que com a responsabilidade. São mais distraídos, sofrem de falta de foco e excesso de superficialidade porque a tecnologia possibilita fazer muitas coisas simultaneamente, mas tudo sem tanta atenção. As gerações anteriores mal conheciam a individualidade. A valorização excessiva deste conceito está por criar jovens autocentrados – solitários, deprimidos e angustiados. Enquanto os avós trocavam cartas, estes mandamos whatsapp. Esta lógica aumentou a impaciência e priorizou tudo que é instantâneo, esmagando a questão lógica desejo-espera.

Eliane Brum, expõe suas considerações no texto: Meu filho, você não merece nada publicado em 11/07/2011, onde se questiona o que acontece com a nova geração, aquela que em tese era para ser a mais capacitada. Discorre que é cada vez mais comum encontrarmos jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.

Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.

Anuncia a escritora Eliane: o resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. Sofrem, sobretudo porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo! – o grande lema dos tempos atuais! E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.

A terapia é uma ótima alternativa para tratar, identificado estes atuais conflitos e angústias. Afinal, não é da noite para o dia que conseguimos equilíbrio emocional e maturidade!

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Fontes:

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI247981-15230,00.html

http://www.psicologiamsn.com/2014/11/os-3-tipos-de-ansiedade-para-freud.html

http://agileway.com.br/2013/10/09/monotasking-e-o-novo-multitasking/

http://super.abril.com.br/ciencia/sobre-a-ansiedade

http://mariohenriquemartins.com.br/multitasking-o-lado-perigoso-e-improdutivo-de-um-mito/

http://gerenciamentodotempo.com.br/a-capacidade-de-concentracao-nos-multi-task-2/

https://suzanacohen.wordpress.com/2009/04/23/a-vida-multi-task-high-tech-e-o-grave-problema-da-procrastinacao-cronica/

http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/2010/12/13/ser-multitarefa-pode-ser-ineficiente-e-estressante/

http://virgula.uol.com.br/carreira/imaturos-competentes-decifre-acertos-e-escorregoes-da-geracao-y/#img=1&galleryId=1038469

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