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Educação e psicologia

Educação e Psicologia | Psicóloga Curitiba | Rafaella Inda

 

Com o conhecimento que o ser humano adquiriu sobre a origem e processo de evolução do homem, surge a preocupação a despeito das tantas transformações que continuamente passamos no interminável processo de civilização. O mundo transita sobre a pós-modernidade e caminha para um futuro cada vez mais avançado. Cercada de uma grande instabilidade, se situa a geração do amanhã: as crianças deste século. A princípio uma ação que define o amanhã e que acompanha de certa forma o crescimento das crianças e jovens, é a educação dentro do âmbito escolar. Mas o que a psicologia pode contribuir na temática da educação? Qual a contribuição dessa convergência de fatores para a saudabilidade educacional da geração futura?

Segundo Jane Haddad, psicóloga e psicanalista, a maioria das escolas atualmente, tem como uma característica em comum os problemas de aprendizagem de inúmeras crianças e jovens. “Eu pessoalmente, não consigo atuar na Clínica sem uma escuta sensível para além de diagnósticos limitantes. Nós psicopedagogos diariamente somos convocados a trabalhar com crianças e jovens rotulados por um sistema educacional que ainda nos impõem um único tipo de aluno para um único sistema educacional padronizado que responda ao desejo do Outro.”

Sob o ponto de vista da psicanálise, as questões inconscientes que permeiam a relação triangular professor/aluno/objeto de conhecimento remetem ao campo transferencial. É por efeito da transferência que o aluno se identifica ao professor, fator fundamental para que haja aprendizagem. Sabemos também que dentro de sala de aula, o aluno acaba por se referir ao professor como um ser paterno ou materno, em razão de sua postura de autonomia quanto aos aprendizes. Ainda sob a influência da teoria psicanalítica, esse educador poderá tomar consciência de seu papel e da importância da transferência na relação e adotar uma postura reflexiva quanto ao exercício de sua função de educar. Ao professor caberia o lugar de poder, onde atuará como mediador entre o aluno e o conhecimento.

Sabemos de certa forma, que o vínculo afetivo com uma criança é inevitavelmente “colorido” por um sentimento de posse, de propriedade, seja tratando-se de pais ou de educadores. Dizemos “meu filho”, “meu aluno”. Ao lado disso, há outra tonalidade específica da relação do adulto com a criança, que se faz presente na educação dos pequenos, e constitui um de seus pólos centrais: trata-se de conjunto de desejos que cada adulto projeta sobre a criança que ama. Assim, cada um projeta sobre “suas” crianças desejos que não pode realizar por sua própria conta: que elas possam ter mais sucesso, que possam ser mais livres, que tenham aquilo que nos faltou, etc. Da mesma forma, é claro, transmite-se às crianças algo de sua própria maneira de ser e de fazer, os valores que foram recebidos e assim são passados à geração seguinte.

No estudo O futuro de uma ilusão, texto de 1927, Freud expõe sua visão evolutiva tanto do indivíduo como da cultura. Em suma, Freud diz que as novas gerações, se educadas com carinho e para valorizar o pensamento, que cedo tenham experimentado os benefícios da cultura, terão uma relação diferente com ela, considerando-a como a sua posse mais autêntica, e estarão preparadas para lhe oferecer os sacrifícios necessários à sua conservação tanto em trabalho como em renúncia à satisfação dos impulsos. Elas poderão prescindir da coerção e pouco se distinguirão de seus líderes. Mas, se até agora não houve massas humanas dessa qualidade, em nenhuma cultura, isso é consequência de nenhuma cultura ter encontrado as instituições para influenciar os homens, desde a infância, dessa maneira.

A psicologia e a educação juntas, ajudam a entender que não há possibilidade de sabermos tudo, e, principalmente que não há padrões únicos, mas sim, sujeitos únicos. A relação professor-aluno precisa em primeiro lugar estabelecer um vínculo de confiabilidade, pois a criança precisa confiar no adulto para que ocorra de certa forma o aprendizado e que esta possa apropriar-se do conhecimento. Sobretudo, é necessário saber de si para que depois seja possível a criança saber do outro e do mundo.

O Professor quando ingressa em uma escola, deve lembrar-se de que trás consigo sua história pessoal, que se encontrará com diversas histórias. O Projeto Político Pedagógico também deve ser conhecido por todos os envolvidos no processo da criança. Os princípios da família devem ir de encontro aos da escola.  A criança quando ingressa na escola, é fruto de sua família, que, por sua vez, está inserida em uma sociedade que vem substituindo a tradição da história pela valorização do indivíduo e do prazer imediato. Tal disposição, naturalmente desencadeará um conflito, já que está criança não terá todos seus desejos satisfeitos imediatamente. É preciso recriar as relações e a Escola.

Assim sendo, a Psicologia não pode aceitar a demanda do papel de Educação e não pode ser considerada salvação ou “correção” para todos os problemas educacionais, mas sim, auxiliar no maior conhecimento do funcionamento psíquico e inconsciente dos sujeitos envolvidos nesse processo. Na escola pode oferecer escuta não só aos alunos como também aos educadores, com a perspectiva de que o trabalho dentro dos muros escolares se torne ao mesmo tempo, mais consciente e mais prazeroso.

É necessário avaliar se as práticas pedagógicas estão impactando de forma positiva os alunos, e principalmente descobrir quais as dificuldades que a criança ou jovem enfrenta no meio escolar.

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Fontes:
Artigo Scielo
Estácio Webaula – A psicanálise no campo da educação
UEL | Dissertações | LEITE Monica Fujimura
Artigo Unemat
Livro: O Futuro de uma ilusão, Sigmund Freud, 1927, Editora L&M POCKET.
Jane Haddad
Educação Pública

 

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