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O Mal das Drogas que vem com Bula

O Mal das drogas que vem com bula | A Medicalização Social | Rafaella Inda | Psicóloga Curitiba

O Mal das drogas que vem com bula | A Medicalização Social | Rafaella Inda | Psicóloga Curitiba

Não é de hoje que o uso de substâncias psicoativas é feita pelo homem, que ao decorrer dos anos, se deparou com uma diversidade de medicamentos psicotrópicos cada vez mais populares na vida cotidiana.

A medicalização social, como podemos assim chamar, expandiu-se rapidamente na humanidade, junto com a grande promessa de alterar os sentidos e tratar precisamente de anormalidades psíquicas do ser humano. A ilusão atinge níveis estratosféricos: o mal das drogas que vem com bula, mostra-se evidente quando o paciente não consegue atingir a idéia de “livrar-se” de seu sofrimento (mesmo depois de várias doses) e a amargura segue lhe visitando todos os dias.

Vivemos em uma época em que o sentir ganha proporções que beiram o insustentável. Diante do sofrimento e das frustrações oferecidas pela vida, a saída mais plausível é recorrer ao uso de algum tipo de psicofármaco. Qualquer coisa capaz de aplacar as paixões, as ansiedades e as tristezas da alma é bem vinda. E quanto menos tempo levar para fazer efeito, melhor.

Evidentemente, quem busca em remédios uma “máscara para a alma” precisa lembrar que são paraísos artificiais. O uso do medicamento causa o alívio dos sintomas, o que é interpretado como indicativo de cura. A sensação de que está tudo bem mascara o mal-estar e por vezes impede uma intervenção baseada na causalidade psíquica.

Desejamos, com a psicofarmacologia, caminhar para o “Admirável Mundo Novo” obra de 1932 de Aldous Huxley, onde todos tomam suas pílulas que evitam quaisquer sentimentos de tristeza, pena, e angústia? Devemos ou não combinar as duas coisas quando isso se torna clinicamente necessário? Até que ponto queremos alterar as variações do viver neste mundo com toda a gama de sentimentos bons e maus, inevitáveis e peculiares aos seres humanos?

O número é cada vez maior – principalmente nas grandes cidades, onde o ritmo de vida é mais agitado – de pessoas saudáveis, sem o diagnóstico de transtorno psiquiátrico, que consomem remédios destinados a quem tem alguma patologia de saúde mental.

Trata-se de uma crescente tendência do querer domar o que há de mais subjetivo no ser humano: o próprio “eu”. Como resultado, “perde-se uma dimensão inexplicável da vida, da ordem do humano que não se transcreve com objetividade”, comenta a psicanalista da Universidade de São Paulo (USP), Renata Guarido.

Outro ponto muito importante que merece a devida atenção, são as promessas de bem-estar e felicidade “oferecidas” pela mídia e a medicalização da dor-de-existir. A linguagem das propagandas reforça a ideia de que não é normal estar triste em resposta a algo que acontece na vida pessoal, e isso resulta em um ser que busca desesperadamente uma felicidade plena, mesmo que plástica e artificial. O problema é o homem contemporâneo não aceitar mais os chamados “altos e baixos da vida” e querer estar apenas no “alto”, o que faz com que muitas pessoas se considerem “anormais” por não compartilharem desse entusiasmo vivaz.

A psicoterapia, no entanto, é para quem questiona as soluções fáceis e duvida das saídas rápidas. É um tratamento para quem aceita que é impossível “medicar” problemas pessoais e conflitos emocionais. Enfim, acredita que não dá para enganar a angústia. É necessário que o desejo de investigar apareça, que o sofrimento (as inibições, sintomas) surjam para o sujeito como uma interrogação, um perguntar-se:  o que o próprio sofrimento pode estar querendo dizer.  Abre-se a chance então do tratamento começar com estas inquietações.

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FONTES:
Observatório da Imprensa
ABP.org
Artigo: Uma pílula para (não) viver
ABP.org
Dr. Márcio Vasconcellos Pinheiro
IPLA

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