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sep

Passeios terapêuticos, uma alternativa ao consultório

O francês Jean-Bernard Gauci, psicanalista e filósofo, retoma uma antiga tradição dos filósofos gregos e propõem passeios terapêuticos como maneira de levar o paciente a expressar melhor o sofrimento e a encontrar um caminho para a serenidade. Hoje, dois terços de suas consultas se realizam no consultório e um terço nos Parques. Gauci adotou o método depois de observar que no consultório o paciente perde um pouco de contato com a realidade. O psicanalista afirma que ao refazer suas neuroses, o sujeito se tranca em seu próprio interior e em sua própria denúncia. A prática sintetiza uma missão da psicanálise que é ajudar o sujeito a estar em paz consigo mesmo. Os passeios terapêuticos permitem entrar em contato com os contemporâneos ao invés de incitar o encerramento no sofrimento. Gauci def...

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Brevemente: O conceito de recalque para a psicanálise

Quem nunca teve comportamentos que não conseguiu explicar e achar um sentido para tal? A problemática se encontra quando este ciclo de repetição sem o saber passa a ser ameaçador deixando a pessoa refém de determinados comportamentos ou pensamentos. Para tanto, a psicanálise veio explicar, entre outros conceitos, o mecanismo do Recalque. O recalque é um tema crucial e bastante denso para a Psicanálise e que teve um desdobramento cronológico ao longo da história. Aqui falaremos de forma muito breve e simplificada a temática. Trata-se de um processo que visa manter no inconsciente todas as ideias e representações das pulsões cuja relação produtora de prazer afetaria o equilíbrio psicológico do indivíduo transformando-se em uma fonte de desprazer. O recalque é uma barreira na qual uma pulsão...

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O narcisismo faz parte de todos nós

O termo narcisismo tem origem no grego e significa o amor do indivíduo por si mesmo. As pessoas que exaltam muito a si próprias, deixando claro que são adoradoras delas mesmas, rapidamente são classificadas como narcisistas. Porém, sob a perspectiva da Psicanálise, o narcisismo é um fenômeno comum e indispensável a todos os sujeitos. Seu caráter é positivo na constituição do sujeito. Em 1914, Freud destacou o narcisismo como elemento constitutivo do amor próprio e da autoestima e, portanto, destinado à autopreservação do sujeito e necessário à formação dos laços sociais. Somente por meio do narcisismo é que as adaptações e realizações humanas podem ser alcançadas. Para a Psicanálise, ao contrário do mito, a expressão narcisismo não tem peso acusatório ou punitivo, mas diz respeito a uma re...

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O que é ser velho hoje?

Negando os estereótipos dos idosos, algumas pessoas avançam pelo tempo e constroem um jeito único de envelhecer, mostrando que não é preciso se deixar morrer porque se está velho. Essas consideram que é muito melhor viver na velhice. Trata-se de uma maneira de se negar a velhice. O psicanalista Jorge Forbes esclarece que estamos frente a uma outra forma de viver e amar e existe uma incompatibilidade entre a noção conhecida de velhice e como ela é vivida no tempo presente. Aos 60 ou 70 de anos de idade não se para mais de trabalhar, não se para de amar nem de se planejar. Não se deseja mais associar velho à morte. Como resultado desse antagonismo, não se tem mais ideia do que é ser velho. Surge então a questão: Há uma nova forma de se lidar com a morte? Para Forbes, no mundo de hoje, a velh...

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Depressão como sentimento social

A aceleração da nossa experiência temporal – que é uma experiência ao mesmo tempo coletiva e subjetiva – e a perda do valor da experiência trazem como consequência um certo estado depressivo não como quadro clínico, mas como sentimento social geral. A psicanalista Maria Rita Kehl observa que na modernidade, com a prevalência das sociedades capitalistas, a relação estabelecida com o tempo é uma relação que parece banal. Para ela, o tempo é tudo que temos e nossa vida consiste no que fazemos com o tempo. Simplificando a teoria freudiana, tem-se que a origem do psiquismo é uma instância temporal não é um local no cérebro. Só existe enquanto efeito de um trabalho de se tentar representar um objeto faltante. A possibilidade de suportar o tempo vazio por meio de um encadeamento de id...

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As transformações do sofrimento psíquico

Para o psicanalista e professor Livre-Docente do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), Christian Ingo Lenz Dunker, o sofrimento humano não é idêntico ao longo do tempo e nem igual para todas as culturas. Segundo ele, a histeria foi um paradigma que fundou a psicanálise. É uma forma de sofrer que revelou para o Ocidente que existia uma autonomia do sofrimento psíquico. Freud pesquisou mulheres que sofriam com dores e anomalias no corpo e descobriu que se tratavam de palavras e frases amordaçadas. Até Freud, o sofrimento psíquico era interpretado sob duas óticas: poderia ser um problema médico ou moral. O sofrimento não era entendido do ponto de vista da subjetividade. Quando desenvolve a psicanálise, o pensador lança uma teoria sobre o inconsciente e um novo método de...

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As marcas do Complexo de Édipo

Sigmund Freud instituiu o Complexo de Édipo como uma fase universal na infância do sujeito na qual ocorre uma triangulação na constituição familiar, ou seja, quando a criança sente de fato o afastamento da progenitora e ocorre o corte dual na relação com a mãe. Para a psicanálise, qualquer terceiro que se introduza entre a mãe e o bebê pode exercer a função paterna. Esse fenômeno, universal a todas as culturas, interfere e funda a estruturação psíquica do indivíduo. O Complexo de Édipo designa um conjunto de desejos amorosos e hostis que a criança sente em relação aos pais. Esta atração não tem fundos eróticos como se pode pensar, mas está relacionada ao vínculo entre criança e mãe. Ocorre quando a criança atravessa a fase fálica, por volta dos três anos de idade. Nesse estágio, descobre p...

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O sujeito dos perfis fakes

A facilidade de acesso à internet permite adotar uma identidade falsa, render-se ao culto da imagem e obter satisfação imediata. Entenda como as redes sociais influenciam os relacionamentos e as possíveis consequências dos perfis fakes. Na matéria “O perfil que habito”, argumento que a internet é, muitas vezes, utilizada pelos usuários para que se defendam de algo que os assola. Leia a reportagem na íntegra e compartilhe sua opinião: http://issuu.com/jornal_pucpr/docs/cdm_31  ...

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Somos todos viciados?

O termo adição é comumente relacionado à dependência de álcool, medicamentos e outras substâncias químicas. No entanto, a adição abrange diversos comportamentos compulsivos como “vício” em comprar, comer, fazer sexo, jogar, fumar, malhar, trabalhar, roubar, navegar na internet e nos smartphones etc. Trata-se de uma dependência que pode ser física ou psíquica. Todas as formas de adição se caracterizam pela vontade de “adquirir, “ter” ou “possuir”. Ainda que o objeto de desejo possa gerar efeitos negativos, o adicto é incapaz de resistir à tentação. O ato de adquirir “algo” preenche ilusoriamente o “vazio” e sossega a angústia. O comportamento aditivo se dá em situações estressantes como forma de se alcançar uma gratificação imediata e assim reduzir a ansiedade e o desconforto. Muitos autore...

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Transtorno Afetivo Bipolar

Ao refletir sobre o transtorno afetivo bipolar, é possível encontrar algumas referências no texto de Freud (1917), “Luto e Melancolia”, e alguns indicativos em Lacan ao longo de suas pesquisas. No século XIX, a descoberta do transtorno afetivo bipolar foi disputada por dois eminentes, Baillarger e J.P. Falret. O primeiro descreveu uma entidade nosológica (que descreve, estuda e classifica as doenças) e a denominou de “Loucura de forma dupla”, já J. P. Falret defendeu a descoberta diante da Academia Francesa de Medicina ao falar “Da Loucura Circular”. O estudo de Falret resulta na reunião de três estados particulares: mania, melancolia e intervalo lúcido. Embora contemporâneos, enquanto Baillarger aperfeiçoava o ensino de Esquirol, Falret preparava o caminho para Kraeplin. Segundo Falret, a...

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