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Em poucas palavras, a Síndrome de Burnout pode ser definida como um estado de esgotamento físico e mental em consequência de fatores ligados ao trabalho. A expressão inglesa “to burn out” significa “queimar-se, consumir-se por completo” e foi muito empregada em décadas passadas no esporte para referir-se a atletas que já tinham dado tudo o que podiam e não conseguiam mais manter o desempenho.

Stress And Still Working

Segundo uma pesquisa publicada pela International Stress Management Association do Brasil (ISMa-BR), cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros são vítimas da síndrome, considerada por muitos especialistas como o nível mais alto do estresse.

Prejuízo duplo

Evidentemente, a primeira e maior vítima do burnout é o profissional. Os sintomas podem ser físicos, que vão desde um “simples” cansaço até infarto do miocárdio; comportamentais, como impaciência e agressividade; e psíquicos, como falta de memória, fadiga crônica e estado depressivo. Por outro lado, também as empresas perdem, uma vez que terão funcionários pouco produtivos, além da possibilidade de licenças médicas. Estima-se que o Brasil tenha um prejuízo de 3,5% no Produto Interno Bruto (PIB, ou a soma de todas as riquezas produzidas pelo país) anualmente devido à improdutividade relacionada ao burnout.

Sintomas mais comuns da Sídrome de Burnout:

– Fadiga, apatia e desânimo constantes, mesmo quando se está de folga ou em férias;

– Irritabilidade, falta de concentração e baixo rendimento no trabalho;

– Baixa autoestima, insônia, palpitações, dores de cabeça e desordens gastrointestinais;

– Comportamento agressivo com os colegas de trabalho;

– Relacionamento cada vez mais distante com amigos e familiares;

– Uso de medicamentos ou bebidas alcoólicas para relaxar;

– Sensação de estar sobrecarregado de trabalho o tempo todo;

– Vida sexual insatisfatória;

– Falta de perspectivas em relação ao futuro e sensação de que o trabalho não é recompensado como deveria;

Prevenção

O primeiro passo para se curar do burnout é reconhecer que sofre com o problema e buscar tratamento com uma psicóloga ou assistente social. Mas, tal como acontece com outras modalidades de estresse, o ideal é prevenir-se e evitar que o problema atinja o nível que exija tratamento.

Veja algumas atitudes que ajudam a evitá-lo:

– Procure estreitar os laços familiares e de amizades fora do trabalho;

– Pratique atividades físicas ou um esporte que lhe dê prazer;

– Faça alguma terapia que proporcione relaxamento, como yoga ou tai-chi, por exemplo;

– Se a insatisfação com a profissão é muito grande, atualize o currículo e, se possível, arrisque uma mudança para alguma área que realmente goste;

– Evite ao máximo levar trabalho para casa, especialmente nos finais de semana, que devem ser dias de descanso total;

– Cuide da alimentação, evitando alimentos gordurosos e industrializados, bem como excessos, principalmente de bebidas alcoólicas;

– Sempre que possível, dê uma pausa no trabalho, nem que seja para tomar um copo de água apenas e aproveite para fazer alongamentos, respirar fundo e dar uma relaxada de leve.

Workaholism

Nem sempre a causa da Síndrome de Burnout está na profissão em si, mas no indivíduo. Mais especificamente, no comportamento diante do trabalho. A situação tem até um termo específico: workaholism, um trocadilho em língua inglesa com as palavras work (trabalho) e alcoholism (alcoolismo). Assim, pode ser traduzida por vício em trabalho e descreve um dos comportamentos que mais geram o burnout.

Em geral, o workaholic é perfeccionista, tem uma grande paixão por sua profissão e cobra muito de si mesmo (e dos colegas de trabalho). A princípio, parece ser algo positivo, pois é um indivíduo altamente produtivo. No entanto, devido a esse envolvimento intenso, quando há risco de perda do emprego ou os resultados esperados não são alcançados, o trabalhador se torna uma vítima em potencial de burnout.

O impacto de uma notícia negativa será sempre maior para esse tipo de pessoa, por isso, é preciso estar atento aos sintomas, que são bem subjetivos e silenciosos. Em geral, quando o workaholic chega ao extremo, já é quase tarde demais. É sempre possível contar com ajuda profissional! Entre em contato, caso ache que precise: www.psicologacuritiba.net/contato/

Fonte: UOL Saúde

Hospital Albert Einsten

Dráuzio Varella

 

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